segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Ela andava pela rua, o relógio acabara de badalar as seis da manhã e a rua ainda estava por ser descurtinada pelos primeiros raios de sol daquela primavera chuvosa. As primeiras luzes acesas, o miar de um gato, o choro de uma criança e a sombra de alguns trabalhadores que já iam para a labuta.
Dolores sabia que talvez esse poderia ser o dia mais dolorido de seua vida. Era impressionante como estava acostumada a criar circulos de amizade, mas, como era dolorido desfazer-se desses, como era dolorido a perda repentina. Era como uma pessoa sem identidade, sem lugar exato para fixar-se, era algo que a incomodava desde que soubera o real significado de pertencimento.
Pertencer a algo sempre foi bem dificil na vida dessa menina. Grupos e estilos não passavam por sua cabeça, e muitas vezes os gestos e gostos não lhes eram bem vistos. Ela sempre sentia um nó na garganta, era como uma dor que gardava por 19 anos e que não conseguira encontrar meios para liberá-la.
o mundo era deveras complicado, as pessoas deveras egoistas. nada se encaixava e o prazer era como algo momentâneo. Mas, mesmo assim seguia sua vida como se cada dia fosse outro. Como se a a cada esquina um fio de esperança varresse o pior dia, e levasse embora a dor de existência.
Era a vida, engraçada, triste,mas necessária a ser vivida.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Silêncio

Silêncio....

É na calada da noite, que escuto os mais intermitentes e afinados gritos. Uma voz que não sai de minha mente, uma cena que me emudece, que me paralisa.
Sinto-me calada, sofrendo por tudo aquilo que não compreendo, ou simplismente tento não compreender. A raiva, o choro, e as corridas, ainda rodam em minha mente como um filme sendo constantemente rebobinado.
Calada, sento-me, e espero o frio passar. Pego uma caneca de chocolate com canela, e acendo o abajur mais próximo. leio incesantemente a mesma frase, a mesma passagem de meu livro favorito. Mesmo assim, o frio me consome e de sobresalto ergo-me. Olho o relógio, já passam das três da manhã, e nada de algo que possa me fazer entender.
Desisto. Exatamente a 3 mesês, tendo entender coisas que não necessariamente possuem certa coerência. Deito-me, e meu gato me olha, como olhos do gato risonho de Alice. Sinto-me pequena e caio no sofá, o memso sofá vermelho que passo às noites a delirar.
Acordo de manhã com um sorriso angelical, e palavras de bom humor, e agradeço aos céus que eles não precisam de resposta, simplismente me fazem bem.

segunda-feira, 9 de março de 2009

quarta-feira, 4 de março de 2009

terça-feira, 3 de março de 2009

liberdade


"Só nos sonhos o homem pode ser livre
sempre foi assim,e sempre será"

Idas e vindas


"Só nos sonhos o homem pode ser livre
sempre foi assim, e sempre será"