segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Silêncio

Silêncio....

É na calada da noite, que escuto os mais intermitentes e afinados gritos. Uma voz que não sai de minha mente, uma cena que me emudece, que me paralisa.
Sinto-me calada, sofrendo por tudo aquilo que não compreendo, ou simplismente tento não compreender. A raiva, o choro, e as corridas, ainda rodam em minha mente como um filme sendo constantemente rebobinado.
Calada, sento-me, e espero o frio passar. Pego uma caneca de chocolate com canela, e acendo o abajur mais próximo. leio incesantemente a mesma frase, a mesma passagem de meu livro favorito. Mesmo assim, o frio me consome e de sobresalto ergo-me. Olho o relógio, já passam das três da manhã, e nada de algo que possa me fazer entender.
Desisto. Exatamente a 3 mesês, tendo entender coisas que não necessariamente possuem certa coerência. Deito-me, e meu gato me olha, como olhos do gato risonho de Alice. Sinto-me pequena e caio no sofá, o memso sofá vermelho que passo às noites a delirar.
Acordo de manhã com um sorriso angelical, e palavras de bom humor, e agradeço aos céus que eles não precisam de resposta, simplismente me fazem bem.

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